segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

AGNALDO PAVIANI/JOSÉ DE MORAES - PERDA DE ENTES QUERIDOS

 PERDA DE ENTES QUERIDOS

 

A dona de casa poderá perder uma agulha dentro do próprio lar e nunca mais encontrar.

O transeunte poderá perder um valor em dinheiro na via pública e nunca mais recuperar.

O milionário poderá perder sua fortuna e nunca mais lograr reavê-la.

Objetos e valores se perdem, almas não.

O ente querido que amamos, não o perdemos, com a morte. Ela pode tirá-lo temporiamente da nossa convivência física; nunca, porém, o perderemos.

Não se desespere com a morte de um ente querido, porque ele não deixou de existir, de sentir e de amar.

Respeite os designios de Deus e continue amando-o até o dia do reencontro.

Os laços de amor que nos unem uns aos outros, quando verdadeiros, são “inquebráveis”.

É possível perder-se o corpo, mas não se pode perder o sentimento nobre do amor, porque a morte é incapaz de matar os sentimentos.


JOSÉ DE MORAES

Médium: Agnaldo Paviani

Livro: Jesus no teu dia-a-día.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

FRANCISCO VALDOMIRO LORENZ - O EXTERIOR COSTUMA ILUDIR

 

O EXTERIOR COSTUMA ILUDIR 


Conheceis, de certo, meus pequenos leitores, o provérbio: “Nem tudo que reluz é ouro”. A sabedoria popular indica-nos, com estas expressões, que não basta julgar superficialmente sobre o valor das coisas, sem conhecer o seu interior. Muitas vezes, podeis ver um homem elegantemente vestido e de maneiras muito agradáveis, e, contudo, ele pode ser um malvado, um impostor um criminoso.

Pelo contrário, pode apresentar-se-nos uma pessoa muito modestamente trajada e, não obstante, ser um caráter excepcional, um sábio ou um filantropo.

Lembrai-vos de que as nozes, enquanto estão cobertas de casca verde, parecem não prestar para serem comidas, e já muitas vezes, foram, assim, desprezadas por meninos que ignoravam que, sob a casca verde e dentro do duro invólucro, havia uma doce amêndoa.

Também o estudo e muito trabalho hão de parecer-vos desgostos, enquanto não compreenderdes que o seu valor interno, ou os frutos dos esforços que vos impõem, vos recompensarão ricamente quando tiverdes vencido as primeiras dificuldades que vos oferecem.

 

FRANCISCO VALDOMIRO LORENZ


Página extraída do livro: NO JARDIM DA ALMA - Editora Professor Francisco Valdomiro Lorenz


A FEB, publicou algumas obras valiosas de sua autoria.

 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

COELHO NETO - O RESPEITO ÀS RELIGIÕES ALHEIAS

O RESPEITO ÀS RELIGIÕES ALHEIAS


Se respeitamos a casa do vizinho, com mais razão devemos respeitar o templo onde ele venera religiosamente o seu deus. São dois lares: um, do corpo; outro da alma. E, assim como não temos o direito de intervir nos hábitos domésticos de cada qual, assim também não devemos perturbá-lo nem criticá-lo no exercício do seu culto.

A Crença é um caminho preferido pela alma para chegar a Deus. Vários são eles todos, porém, encontram-se num mesmo ponto como os raios luminosos que irradiam do mesmo foco.

Os templos são como piscinas lustrais onde depuramos a alma. O que se arrepende de faltas cometidas é como o que se lava.

Que importa a piscina se há nela Fé, que é a água pura em que a alma mergulha, tornando para o coração alividade e limpa?

O respeito é princípio da cortesia e é só respeitando o alheio que poderemos exigir que respeitem o que é nosso.


Fonte: Livro: Breviário Cívico - Coelho Neto - Academia Brasileira de Letras.

 

COELHO NETO (Henrique Maximiano Coelho Neto) - Escritor, professor e espírita  brasileiro - 1864-1934.

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

LÚCIA COMINATTO/IRMÃ MARIA DO ROSÁRIO = O VERDADEIRO PERDÃO

 

O VERDADEIRO PERDÃO

 

Mas, se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará os vossos pecados. (Jesus, Mateus, 6:15)

 

Já aprendeste a perdoar? A perdoar e esquecer as ofensas recebidas? Já não guardas no coração mágoas e ressentimentos?

Analisa-te, ausculta os teus sentimentos e verifica se já pões em prática a virtude da misericórdia. Só aquele que consegue enxergar o irmão que o agride com atos ou palavras, como um doente da alma digno de piedade, consegue estender a bênção do verdadeiro perdão.

Se já te consideras um aprendiz do Mestre Jesus, é hora de esquecer todo o mal que te causem, não guardando nenhum sentimento menos edificante no coração. É hora de pagar o mal com o bem, fazendo por teu próximo o que gostarias dele receber, se fosses tu o necessitado de perdão.

A intolerância diante dos maus atos alheios é que nos leva a reagir diante das ofensas recebidas. O orgulho ferido é uma arma que se volta contra nós mesmos. Enceguecidos pelo orgulho e pela cólera, somos incapazes de perceber o quanto nossas feições ficam alteradas e quanto mal provocamos em nós mesmos.

Perante toda agressão que receberes, procura agir como Jesus agiria, repetindo mentalmente, suas doces e ternas palavras de amor, perante aqueles que tanto mal lhe causaram: – “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” Se nós não soubermos perdoar incondicionalmente  qualquer mal que nos façam, também não sabemos o que estamos fazendo.


IRMÃ MARIA DO ROSÁRIO


Meddium: Lúcia Cominatto

Livro: Despertar da Consciência

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

JOSÉ RAUL TEIXEIRA / FRANCISCO DE PAULA VÍTOR - NÃO SE DEIXE SEDUZIR

 

NÃO SE DEIXE SEDUZIR

 

Tende cuidado para que alguém não vos seduza…” – Jesus (Mt. 24:4)

Nas paragens do mundo é muito comum que grande número de almas se permita conduzir por veredas sombrias, por se deixar seduzir em diversas ocasiões, por motivações variadas.

Na Terra, o fascínio tem componentes estranhos, capazes de obnubilar o discernimento daqueles que são apanhados nas teias viscosas de perigosas seduções. Muito importante, assim, é o ensinamento do Celeste Amigo para os caminhantes terrestres, a fim de não se deixarem cegar por elas. Tende cuidado para que alguém não vos seduza…

No planeta facilmente encontramos imenso contingente de criaturas hebetado, ou excitado, ou, ainda, profundamente confuso, seguindo rotas perturbadoras, escuras, levado pelas determinações do encantamento malsão.

São muitos os que têm sorriso fácil, conversa agradável e gestos festivos, mas que são grandemente perigosos, semelhantes a serpentes coloridas, brilhantes e enormemente venenosas. Dessa forma, conseguem nublar a lucidez diminuta dos inexperientes, levando-os a situações desafortunadas.

Movidos pelas infelizes seduções, muita gente abandona o trabalho do bem, descura da ação renovadora, negligencia quanto aos deveres domésticos, menospreza o cultivo da fé libertadora. Outros, sob as mesmas pressões, adentram pantanais viciosos, relaxam os cuidados para com a existência e deixam fanar oportunidades luminosas.

Tenha cuidado com tais caracteres capazes de levarem-no à perda, às derrotas morais, ao declínio da saúde e da alegria de viver.

Aprendam a verificar ao seu redor aqueles que costumam esvaziar seus melhores momentos, os sedutores que estão sempre posicionados para promover a cizânia, fazendo com que você fique mal, sempre armado contra tudo e contra todos, atirando fel sobre as suas abençoadas horas no mundo.

Muitos tentarão seduzi-lo para que gaste todo o seu tempo com lazeres, com folguedos e aventuras, que o farão profundamente frustrado, imensamente inditoso por negligenciar com as oportunidades que a existência lhe brinda.

Tenha cuidado para que alguém não o seduza.

Ao longo do seu caminho terreno, você encontrará diversos companheiros com grande poder de sedução. Ao verem-no compenetrado, operoso no bem e feliz, honesto com seus deveres e fiel ao Cristo, tudo arquitetarão objetivando impulsioná-lo para escusos descaminhos, onde você só encontrará arrependimento e dor pela malversação do tempo.

Veja se consegue manter-se na linha defensiva, apoiando-se nos ensinos renovadores do Mestre, vigilante e atencioso perante a venturosa existência humana, que lhe foi facultada para progredir pelo trabalho e pelo amor.

Você está no mundo para superar-se a si mesmo, e se tiver que se deixar levar por algum encantamento, escolha aquele que o chama ao discernimento e ao bom senso, à atividade nobre e ao respeito às leis celestes. E esse encantamento de intensa lucidez, conducente à harmonia, é exercido por Jesus e por seus prepostos. Fora disso, tenha cuidado e refugie-se na oração e na vigilância para que se estabeleça a sua frente a estrada definida e clara da sua própria redenção, que lhe permitirá avançar nos passos do Cristo Excelso.


FRANCISCO DE PAULA VÍTOR

Médium: José Raul Teixeira

terça-feira, 8 de outubro de 2024

FREDERICO MENEZES / MARTA - QUANDO A LÁGRIMA CAIR -

 

QUANDO A LÁGRIMA CAIR


Existirão momentos em que o coração não conseguirá conter o rio do pranto. As lágrimas brotarão e inundarão a tua face. Elas falarão da tua dor, muitas vezes desconhecida pelo mundo.

Sentirás o leve ardor da lágrima a estimular novas convulsões da emotividade e te parecerá que te encontras só, no infinito do universo. 

Quando a lágrima cair, porém, lembra-te da vida que pulsa em toda parte. Que nunca estarás sozinho, em meio aos desafios da existência. Mentes amorosas e vozes inarticuladas te inocularão redobradas forças, amparando-te no transe doloroso.

Energias poderosas fluirão em tua direção, de mãos misericordiosas e invisíveis, a te sustentar a alma em momento decisivo.

Neste instante, tomado pelo sofrimento purificador, estende os olhos ao infinito e raciocina na sabedoria da Lei de Deus. Entrega-te à inspiração da consciência e escuta, no grande silêncio da tua cruz a voz amiga que te apontará a trilha...

Aprenderás a amar com energia. Verás que todos caminham para a maturidade espiritual.

Quando o mar de tuas provações parecer transbordar do leito de sua trajetória, confia no portento que governa todas as coisas e entrega, em plenitude, nas mãos do Senhor as tuas aspirações, não sem antes fazeres a tua parte 

Amanhã, novo sol resplandecerá e da grande noite dos tormentos restará divinas lições de sabedoria inigualável, a te contemplar com o fulgor da felicidade.

 

MARTA 

Médium: Frederico Menezes.

Fonte: Livro Ajuda-te.  

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

LÉON DENS - RECORDAÇÕES DO PASSADO

 

RECORDAÇÕES DO PASSADO

   

Já vimos como e – por que – se perde, na ocasião do nascimento, a memória do passado. Esse eclipse parcial e momentâneo das existências anteriores é absolutamente necessário para conservarmos intacta, aqui, em nosso mundo, a liberdade. Se delas nos recordássemos com muita facilidade, haveria confusão na ordem lógica e fatal do destino; e o Mestre disse em seu Evangelho: “Infeliz daquele que, tendo posto a mão na charrua, olhar para trás.”

Traçar um sulco firme e seguro, exige olhar para diante e fixar unicamente o futuro.

A obliteração do passado, entretanto, não é, nem absoluta, nem definitiva. O perispírito, que registrou todos os conhecimentos, todas as sensações, todos os atos, acorda; sob a influência do hipnotismo, as vozes profundas do passado se fazem ouvir. Assemelhamo-nos às árvores milenárias das florestas. Seus lustros e decênios estão inscritos nos círculos concêntricos da casca secular; assim, cada idade de nossas existências sucessivas deixa uma zona inalterável sobre o perispírito, que retraça fielmente os matizes mais imperceptíveis do passado e os atos mais aparentemente apagados da vida mental e de nossa consciência.

Mas é notadamente à hora da morte que o perspírito, prestes a desprender-se, sente despertar na memória as visões adormecidas das existências transatas. Atesta-o a experiência de cada dia.

Por um médico amigo, ouvimos dizer que, em sua mocidade, estando a ponto de afogar-se, no momento em que começava a asfixia todos os quadros de sua vida se desenrolaram no pensamento em sucessão retrógrada, com pormenores, e acompanhados de sensação de bem ou de mal, em cada um dos atos de sua vida inteira.

Era o julgamento espiritual que começava. Esse julgamento, sabe-se, não é mais que o balanço instantâneo da consciência, que faz pronunciemos, nós mesmos, o veredicto que nos fixa a sorte no novo mundo onde vamos ingressar.

Agora que conhecemos a lei da existência e a doutrina científica da encarnação, ser-nos-á mais fácil compreender as vicissitudes da viagem terrestre, as idades pelas quais passamos e o papel que cada degrau da vida humana vem ter na economia harmoniosa do seu conjunto. Aparecer-nos-ão, assim, a adolescência, a idade madura e a velhice sob o verdadeiro aspecto; debaixo dessa luz elevada do Espiritualismo, saberemos melhor apreciar e compreender. Morrer para reviver, reviver para morrer e para viver ainda, tal é a lei única e universal.     

 

LÉON DENIS

 

Livro: O Grande Enigma – Léon  Denis